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Lança

Lembra quando éramos crianças e ouvíamos na escola ou em casa que deveríamos ir para o cantinho do pensamento ou quando ficávamos de castigo e precisávamos refletir?

Eu, na verdade, devo admitir que sei mais sobre essa ideia por terceiros, mas ainda creio que exista esse lugar. Aqui, na biblioteca, é onde eu me coloco de castigo ou, ao mesmo tempo, me ponho para refletir derretido sobre um futon. Também aqui tenho companhias. Uma lança que ganhei de presente do povo indígena Fulni-ô, o único povo indígena do nordeste que ainda fala o seu idioma original, o Yaathê, me cuida. Na estante, obras da artista plástica cubana Charo Chamart. Todos vigiam os livros sobre refugiados. Todos resistentes. Todos.